Aftas ardem e doem


11/09/2008


O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA SUA VIDA

Hoje acordei com uma pensamento em minha mente.Como seria se vivemos cada dia como se fosse o primeiro dia da nossa vida?Não sei como seria...mas acho que sofreriamos menos.Cada dia  seria especial ?Talvez.Mas teriamos poucas angústias.Eu não gostaria de saber o que aconteceu na noite passada ou mesmo no mês passado ou a dez anos atrás.Eu simplesmente deletaria tudo que eu disse ou o que me foi dito.Não precisaria de agenda,relógio.Ou mesmo me preocupar com o futuro.Porque ele não existiria simplesmente.Eu amaria uma pessoa como se fosse o último dia da minha vida.Quem precisa amar?Sofrer?Ou mesmo se estivesse com uma doença incurável eu ia acordar como se fosse o homem mais saúdavel do mundo.

Se eu brigasse,se eu matasse,simplesmente não lembraria de nada.

E quando Deus me chamasse eu simplesmente morreria sem saber que existi um dia.

Escrito por Marcelo Porqueres às 17h24
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31/07/2008


Achei algumas coisas Velhas e sujas...

Achei no meu baú algumas coisas que escrevi em um diário a quase dez anos atrás e vou publicar aqui nesse blog.Esse espaço também serve com uma grande e absurda reflexão do mundo que eu conheço.Quero expor alguns pensamentos meus do passado e lembrar que não mudou muita coisa não.Talvez a minha barriga tenha crescido um poquito mas...rs.

Escrito por Marcelo Porqueres às 16h59
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O HIPOCONDRÍACO.

Eu sou um verdadeiro Hipocondríaco com medo de morrer...Mesmo com um coração brincando de ser palhaço.O mundo continua doente,e eu estou aqui tomando minhas aspirinas.

Quem sabe um dia eu volte mais forte que nunca,e essa dorzinha nas costas não seja apenas um presságio do começo de um novo dia.

E para aquele que dúvida da minha personalidade um pouco sofrida,diga de passagem.Confesso que voltarei de meu estado febríl sem manchas pelo corpo que anda desnudo pela casa cheirando papoula.Doa a quem quiser que doa.

Isto é uma questão de sobrevivência e eu não abro mão de ser medroso.

Escrito por Marcelo Porqueres às 16h54
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23/07/2008


LIÇÃO DE MARKETING

De uns tempo pra cá que venho me preocupando com essa idéia de marketing.Até um tempo atrás quando alguém me falava assim" A propaganda é a alma do negócio" eu dizia:"Tô cagando pra isso,foda-se!".Mas hoje já mudei de opinião,pois uma bom trabalho de marketing pode ajudar bastante no seu relacionamento.E principalmente pode fazer engordar sua conta bancária.Temos casos de pessoas que deram muito certo fazendo seu próprio markentig pessoal,pessoas como:Quentin Tarantino,Bill Gates,Zé do Caixão entre outros.Mas,percebo também que algumas estratégias de marketing já estão ultrapassadas.Por exemplo os comerciais de televisão.Eles sempre falam bem de um produto.Fazendo sempre que aquele produto tenha a melhor impressão possivel.mas nos sabemos que na prática não existe produto perfeito.E se realmente os comerciais começassem a falar a verdade!?Imagina só uma propaganda de cerveja mostrando o outro lado da bebida.Que sabemos não é só ver bundas bonitas e gostosas passando a nossa frente e momentos de alegria.sabemos muito bem o que a bebida causa nã é?Imagina aquele comercial do Mc.donald's que mostra um lanche que nem cabe na boca de tão grande.E quando a gente vai conferir é menor qe um pão francês.Então porque não fazemos comerciais falando a verdade.Usando algumas palavras como..."Você tem certeza que vai comprar isso?"ou "Fala sério você vai morrer de cancêr se continuar tomando esse refrigente".

Cada vez mais tenho certeza que o mundo seria melhor se a gente falasse a verdade.Inclusive eu oras!

 

 

Escrito por Marcelo Porqueres às 16h00
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VAMOS CELEBRAR!?

Vamos celebrar tudo o que não podemos fazer.Tudo que é bom e ruim.

Tudo que faz mal para a saúde,mas que a gente adorar abusar.

Vamos celebrar a pirataria,as inimizades,ao falar mal constante.

Vamos arruinar a vida dos outros e celebrar a desgraça alheia.

Tudo que não merece ser privilegiado.

Vamos celebrar o roubo de todas as formas,a corrupção a indigestão.

A falta de bom senso e a vergonha na cara.

Vamos celebrar todas as festas e velorios.

Vamos celebrar nosso pais e nossa gente que dirige mal e  adora ser dirigida.

Vamos celebrar os bandidos,traficantes e outras cositas más.

Vamos celebrar a nossa falta de incompetência em buscar e saber nossos direitos como cidadão do mundo.

Vamos celebrar uma mordida.

Vamos celebrar o suicidio.

Vamos celebrar o meu país que é o seu também.

 

Vamos celebrar todos os fudidos do mundo!!!Deus salve os ignorantes!!!

Escrito por Marcelo Porqueres às 15h43
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08/07/2008


MOSTRA DE ALUNOS– CURSO DO FÁBRICA DAS ARTES

Pelo terceiro ano consecutivo o Fábrica das Artes reúne os alunos do Curso Livre de Teatro da instituição para apresentações abertas ao público no mês de julho.

São cerca de 30 alunos distribuídos em quatro turmas entre crianças, jovens e adultos que estarão apresentando o resultado do trabalho alcançado no primeiro semestre. A proposta é revelar ao público o processo e a metodologia de trabalho adotada pelo Fábrica, apresentando o resultado do aprendizado alcançado no primeiro semestre, em cenas de no máximo 15 minutos de duração.

Confira a programação:

Sábado dia 12 de julho

21h
Um, dois, três e... Já
Turma infantil
Provocador: André Gimenes
Elenco: Bianca Matsui, Larissa Rodrigues e Letícia Neves.

21h25
O Pomo da discórdia
Turma Infanto Juvenil
Provocadora: Juliana Gobbo
Elenco Analú Niero, Bianca Albertine, Carol Lopes, Carol Kilingenberg, Débora Kilingenberg, Eduardo Niero, Felipe Furlan, Julia Fontana e Karina Pires


21h50
É isso ai...
Turma adulta 2
Provocador: Tiago Luz
Elenco: Carla Biancalana, Gaby Souza, João Paulo Oliveira, Joelson Vieira, Lays Ramires, Mayra Scherma, Nayara Polizelli, Regiane Corrêa, Roberta Postale

22h15
(Res)piração
Turma adulta 1
Provocador: Marcelo Porqueres
Elenco: Ailson Mariano, Amanda Teixeira, Francisco Cavalheri, Hélio Santana, Márcia Mello, Matheus Martins, Nayane Pertile, Sueli Monzani, Vinicius Santos e Wagner Wakka.

Serviço
Mostra de alunos do Fábrica
Dias 12 e 13 de julho
Sábado 21h - Domingo 20h
Ingressos: Preço único R$ 5,00

Escrito por Marcelo Porqueres às 17h58
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30/06/2008


OS POSSESSOS

Meu grande mestre e amigo Gonzaga pedrosa estréia no dia 05/07/08 a peça "Os Possessos"baseado na obra de Dostoiéviski.Vale a pena conferir.Eu estarei lá.

Escrito por Marcelo Porqueres às 15h36
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DIA DESSES...

Esses dias frios sempre me faz vasculhar a minha memória.Relembrar de épocas que com certeza não voltam mais.De pessoas que também não tem mais volta.Lembro de coisas simples.Como jogar bola.Quando escrevia meus "roteiros" para filmes de terror e tinha certeza que um dia seria sucesso.Dos grandes jogos de volei na rua da casa do Foguete,onde amarravamos um barbante e joavámos até anoitecer.Do nosso professor de Geografia que era comunista.Isso nos últimos anos de guerra fria,antes do muro de Berlim cair e de acabar a União soviética.Das festas juninas na minha rua.E das festinhas e excursões da escola onde sempre rolava uns beijos com as meninas.Os anos loucos da minha adolescência.Muito Doors na cabeça com baseado e churrasco memoráveis.Do café na esquina da casa do Caverna de madrugada jogando caixeta ou truco.

Das taras da minha vida,do começar a fazer teatro,das bebedeiras na chacará do Kalango,das boas e maravilhosas viagens...

Dos exercicios de ontem e do estar com pessoas que eu respeito e gosto.

Tem coisa mais importante que isso?

Escrito por Marcelo Porqueres às 15h33
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15/06/2008


ALGUÉM ME PROCUROU?

A verdade por onde se anda é uma verdade verdadeira.Muitas pessoas nesses últimos tempos tem medito o seguinte:"Puxa eu nunca encontro você no msn ou no orkut".Pois eu lhes digo;estou farto disso e não tenho mais saco para estar on-line em msn.Prefiro estar sempre em off.Não gosto dos holofotes virados para mim.Tudo oque as vezes se cria em torno de uma pessoa,muitas vezes é desnecessário.Não que eu seja famoso ou que estou me achando.Mas é que as vezes as pessoas acham que você tem a obrigação de aparecer,quando na verdade eu tenho uma simples explicação para elas."Olha no momento eu não tenho nada para dizer..."Eu gosto de me sentir invisível na maioria das vezes.Só ficar observando os acontecimentos e colocar as minhas posições ou mesmo questões nas horas próprias.Quando você achar que eu estou sumido,saiba que eu estou bem perto de você,apenas não dei sinal de vida,pois estou vivenciando minhas ilusões que me fazer pirar os meus sentimentos.

 

Escrito por Marcelo Porqueres às 00h45
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03/06/2008


AFTAS ME DOEM SIM!!

Pensando esses dias no fazer teatral eo porque de estar fazendo,duas questões me afligem cada vez mais.

Primeira:

Será que vale a pena as pessoas pensarem em um objetivo em comum nos dias de hoje?No caso do teatro isso é muito relevante.Eu mesmo participei de situações absurdas de discórdias,jogos de traição e o cara@#% a quatro que no final sempre acaba com todos(ou quase todos)pulando fora do barco.

Segundo:

Até que ponto você está certo na suas escolhas e na suas atitudes?:

Seu tivesse que responder essas pergunta,eu responderia assim:NÃO FAÇO A MÍNIMA IDÉIA!

Sabe porque?Porque só escolhendo mesmo é que a gente acaba sabendo as consequências de nossas atitudes.Acho que as vezes as pessoas se fazem de vítimas e acaba querendo virar a mesa.Mas eu particularmente estou em uma fase do "Se foda".Tô cagando pra o que os outros acham das minhas opiniões,e tô cagando pelas opiniões dos outros.Quero seguir um caminho mais dificil e sei que vou encontrar dificuldades,mas também sei que é nesse caminho que eu vou me encontrar.Se me doem as aftas!Sim me doem e eu não posso fazer nada!Entendam como quiser!

Escrito por Marcelo Porqueres às 19h10
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27/05/2008


TÔ FECHADO PRA BALANÇO!!!

Isso mesmo,mas nessa altura do campeonato,ao 44 min. do segundo tempo resolvi parar e rever minha vida.Muitas coisas importantes aconteceram para eu decidir isso.mas não pense que estarei parado em casa coçando o saco assistindo o Faustão no domingo.Nem a pau,tenho um projeto a longo prazo e acho que chegou a hora de colocar ele em prática.

Vamos caminhar no presente para um futuro melhor.E seja realmente o que a gente quer pra nossa vida.Não dá mais pra ficar andando em volta e não aceitar os erros e os problemas.Acho muito doloroso esse momento.Mas necessário e sei que tenho pessoas em que confio e estão do meu lado,e isso particularmente me dá muita força para andar com os dois pés e sem cair de costas.

Deixa acontecer mesmo porque eu quero mais uma vez desafiar eu mesmo.Quero ser desafiado como um lagarto-rei.Vamos ver no que vai dar porque estou apostando minhas últimas fichas,se eu perder FODEU!!!

Escrito por Marcelo Porqueres às 16h33
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20/05/2008


EU? EU MESMO? QUEM É O PRÓXIMO?

Sei que neste momento estou em um vazio imenso...várias idéias jogadas ou conservadas na geladeira.Se bem que isso faz parte de um processo de aprendizagem na vida da gente.Muita coisa louca está acontecendo nesse momento.Mas acho que o que me dá muita força é essa vontade de corrigir os erros e passar uma borracha nos problemas e recomeçar do zero.É uma morte anunciada e muitas vezes premeditada.Não dá para evitar ,pois somos" humanos ser"já dizia Heiner Muller.

Desconforto é uma palavra bastante significativa nesse momento,mas é necessário estar assim para se chegar a uma nova discussão ou melhor uma nova reflexão sobre não confiar em ninguém com mais de 32 dentes.Acabou-se a guerra fria e o tempo das útopias.Infelizmente um artista é um ser útopico e assim ele não existe.Só respira em uma encubadora uma merda todo os dias que levanta sua cabeça pesando 100kg para olhar ou tentar olhar e ver um horizonte.

As vezes me sinto um kamikase por sempre acreditar em um mundo perfeito.O meu trabalho é fazer as pessoas mais pensantes,mais felizes,mais tristes.E eu o que sou senão um ser ininterrupto dentro de um casulo,sufocando minhas idéias inúteis.Penso em tirar um sarro de mim,sim porque sou pouco aproveitável...talvez um pouco melhor depois de ir ao banho e descarregar toda a merda que vem de minha cabeça.

Nos próximos dias estarei chutando meu balde para ninguém acreditar que estou fliz com a nossa situação.meu grito é vazio como uma noite escura e sem estrelas.

Sou o último ser descrente do planeta terra.

Escrito por Marcelo Porqueres às 17h15
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09/05/2008


Dicionário Idiossincrático

Sintonia, s.f., são dois olhares que cruzam seis pistas na hora do rush
> para juntar uma mesma flor no meio do asfalto que mais ninguém viu.
Não
> tem preço, não se reproduz em cativeiro, não prospera em ambiente
> controlado: ou há, ou não há. No primeiro caso, nos dá a confortante
> impressão de que não estamos sozinhos.
> Certeza, s.f., é uma grande enguia cega e fugidia que vive em um rio
raso
> de pedras afiadas e que devora as mãos dos muito confiantes que
tentam em
> vão apoderar-se dela.
> Espera, s.f., é uma prisão dentro de um relógio onde bate sempre a
mesma
> hora e não há palavras ou olhares cruzados.
> Desamparo, s.m., é um mirante sem proteção acima de um precipício
onde
> venta e faz muito frio. Há quem resista, mantenha-se de pé e, depois
de
> bastante tempo, crie asas e saia voando. Há quem sente, chore e peça
ajuda
> (alguns desses são resgatados, outros ficam lá para o resto da vida).

> quem desista e pule.
> Silêncio, s. m., é quando a voz de dentro é tão alta que cala a voz
do
> mundo e faz um ninho líquido onde podemos descansar até de nós
mesmos.
> Intimidade, s. f., é um par de pantufas fofinhas, já bem gastas e
> aconchegantes, que usamos em casa e emprestamos só para quem amamos
muito.
> Distância, s. f., é a medida do espaço que se impõe entre pessoas e
que é
> tão mais difícil de transpor quanto menos ela esteja no mapa e mais
ela
> esteja na alma.
> Resignação, s. f., é a desistência que em vez de abandonar o barco,
se
> deixa levar pela correnteza.
> Alegria, s.f., é uma festa que se instala no corpo e nos enche de
> champanhe.
> Ansiedade, s. f., tipo de papel especial para embrulhar estômago que
> geralmente faz com que se enfie os pés pelas mãos.
> Solidariedade, s.f., é um paraquedas sempre de dois lugares,
inclusive - e
> principalmente - quando não abre.
> Desconsideração, s.f., é uma mulher vaidosa que passeia por horas a
fio se
> olhando em um imenso espelho que é você quem carrega.
> Angústia, s. f., é uma esperança que nos acena da porta, mas que a
gente
> nunca sabe se está entrando, ou se está saindo.
> Desejo, s.m., é uma fome deliciosamente itinerante que impregna a um

> tempo todos os sentidos e que podemos saciar cada dia de uma nova
maneira
> e, por isso, esperar que ela siga sempre inesgotável.
> Cansaço, s.m., é um casaco grosso que vai ganhando peso cada vez mais
> rápido com o passar dos anos e que fica cada vez mais difícil de
tirar
> quando dormimos.
> Ingenuidade, s.f., é uma menina que nasceu com um colar de pérolas
> rebentado no pescoço e que brinca de olhos fechados num imenso jardim
de
> tragédias enquanto vai perdendo, sem notar, uma a uma todas as suas
> crenças.
> Bestolho, s. m., é alguém que a gente ama absurdamente muito, que nos
faz
> rir e chorar de feliz e que, na falta - e na desnecessidade - de
palavras
> para explicar sempre e cada vez o quanto a gente gosta que ele faça
parte
> da nossa vida, a gente insulta de bestolho.
> Tristeza, s. f., é um lago de águas paradas e frias, habitado por
peixes
> cegos que um dia foram sonhos, onde é sempre noite e onde, às vezes,
vemos
> a nossa face refletida mais claramente do que em qualquer outro
lugar.
> Paixão, s.f., é o quarto estado da matéria, onde a desorganização das
> moléculas chega ao auge, o calor tende a passar de um corpo a outro e
> vice-versa, a entropia tende a aumentar cada vez mais em recinto
fechado e
> a temperatura tende ao infinito absoluto.
> Dúvida, s. f., é uma moratória temporal na qual você está tentando
arrumar
> argumentos suficientemente fortes (para você mesmo e para os outros)
para
> fazer, ou deixar de fazer, aquilo que você sempre teve certeza de que
> queria.
> Saudade, s. f., é uma fruta agridoce que nasce na alma de quem se
permitiu
> viver e amar. Pode trazer em si o gosto mais amargo do mundo, que é o
do
> que já fomos e não podemos mais voltar a ser. Excepcionalmente a
> encontramos ainda flor (das mais lindas que existem): é quando ela
ainda
> está tingida de expectativas e é saudade do que está por vir.
> Felicidade, s. f., é a exata medida e dura o exato tempo do sincero
> contentamento em, naquele instante, sermos quem somos, estarmos onde
> estamos e fazermos o que fazemos, comprometida de forma inversamente
> proporcional pelo desconforto que isso nos causa perante os outros.
> Amor, s. m., é um código secreto e perfeito decifrável mediante duas
> chaves - que podem nunca se encontrar, que podem estar perto e nunca
serem
> usadas, que podem não serem usadas porque quem a possui não aprendeu
como.
> Mas quando elas se encontram, e o código é decifrado, somos levados
> eternamente enquanto dura à paz de termos e nos fazermos casa um no
outro.

Escrito por Marcelo Porqueres às 00h01
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08/05/2008


NÃO DÁ PARA ENTENDER.

Existem pessoas que nos surpreendem as vezes.E isso ainda  acontece comigo por que acredito no ser humano.Eu quero doar uma parte do que acredito para as pessoas.Mas infelizmente tem pessoas que invertem essa situação e acham que fazemos ao contrário.E isso me intristece muito.Pode ter certeza que procuro ser o mais verdadeiro possivel.Mas também penso que as vezes as pessoas querem ser paparicadas e nessa eu não caio não.Se você espera de mim isso.Esquece!!O que VOCÊ precisar pode contar,mas paparicar não!Mas graças a Deus essa pessoas me atingem no momento,porque depois de um tempo as coisas passam e com certeza eu vou excluir essa pessoa da minha vida.Porque ela não merece o meu respeito.Mas a vida é assim né.Sempre vai ter pessoas que invejam o seu trabalho.Sempre existirá pessoas que não sabem andar com as próprias pernas.Sempre vai existir pessoas que se acham inúteis no mundo e querem ser chamadas de coitada.Pra essas pessoas eu digo:FAÇA VALER A PENA!

Escrito por Marcelo Porqueres às 23h46
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03/05/2008


JOHN ?

Em meio à celebração dos quarenta anos de lançamento do “Álbum Branco”, um inesperado convidado - com potencial para se tornar aquele indesejável penetra que rouba a festa - mobiliza beatlemaníacos e jornalistas culturais do mundo todo. O enredo da história promete assumir contornos ainda mais folhetinescos caso, nos próximos capítulos, o nome de Yoko Ono esteja mais uma vez associado ao da coadjuvante-vilã da trama. O protagonista não se trata de um qualquer, tampouco um ilustre. São as cerca de nove horas de imagens inéditas que captam opiniões e a intimidade de um dos casais mais polêmicos do século XX.

A sinopse: O ano era 1970. Entre os dias 8 e 11 de fevereiro, poucas semanas antes do bombástico anúncio do fim dos Beatles, Tony Cox (ex-marido de Yoko) e sua câmera integram o rol de seletos em uma das propriedades de Lennon na Inglaterra. Sua tarefa era filmar aquele cotidiano.

A polêmica: O jornal britânico “The Daily Mail” alardeou recentemente a notícia de que as lentes flagram John falando abertamente sobre sua relação com as drogas, fumando maconha e planejando incrementar um chá que seria servido a Richard Nixon com LSD. As cenas são descritas como “íntimas e sem barreiras”. Há também o registro antológico de composições de sucesso tais como “Remember” e “Mind games”. Num outro momento, o músico, então com vinte e nove anos, sentencia sem hesitação o fim da banda. Nada triviais as imagens, é fato.

Para um dos produtores, dada a relevância do conteúdo, o documentário teria para os fãs dos Beatles importância comparável a do Santo Graal. A essa altura você deve estar se perguntando quando poderá assistir a essa preciosidade, mas é aí que reside um porém; tudo dependerá do parecer dado pela corte de um tribunal de Boston onde no próximo dia 30 a ação que ameaça a estréia do filme irá a julgamento.

Contrária ao lançamento do suposto documentário, a viúva de Lennon alega propriedade autoral sobre as vinte e quatro fitas originais e responde ao processo movido pela “World Wide Video”, que afirma ter adquirido a posse do material há oito anos, quando Cox supostamente teria transferido, numa transação de um milhão de dólares, seus direitos comerciais para a distribuidora americana.

Mas que razões teria o ex-marido de Yoko para guardar a sete chaves por trinta anos o raro e valioso conteúdo que tinha em mãos? Mais um elemento para a novela: Cox temia que, ao tornar públicas as imagens, uma possível retaliação do casal pudesse fazê-lo perder a guarda da filha que teve com Yoko, que inclusive aparece no filme. Por esse motivo pai e filha rodaram o mundo anônimos durante as duas últimas décadas.

E a saga continua. Em 2001, logo depois de adquiridas, as fitas foram roubadas por um homem que posteriormente aceitou devolver as cópias e os originais para os executivos da WWV. O documentário deveria ter sido lançado no ano passado sob o título de “3 Days in the life”, mas os advogados de Yoko impugnaram a primeira exibição argumentando que sua cliente havia comprado o material de um homem que se dizia funcionário da empresa.

Antes que se decida a quem pertence o tesouro ­ - se é que pertence a alguém -, outro personagem é apresentado: a vítima.

Nós somos as vítimas; inevitavelmente sairemos prejudicados pela disputa. Caso a justiça interceda a favor da viúva de John Lennon, é provável que nunca se tenha acesso aos registros. Se por outro lado, a razão fica com World Wide Vídeo, sabe-se lá que edição e montagem do material iremos conhecer.

Diante do impasse, resta ponderar, por exemplo, se Yoko tem ou não direito de preservar a privacidade ­ sua e de John Lennon, privando gerações de fãs desse registro tão significativo… ou se a WWV tem ou não direito de manipular e exibir essa privacidade, sobretudo se considerarmos que, infelizmente, o maior afetado não está mais aqui para opinar.

Escrito por Marcelo Porqueres às 13h39
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